A extração de pedras é uma das principais fontes de comércio da região. A área onde acontece à extração pertence à Prefeitura Municipal e é coordenada pela Associação dos Mineradores de Pirenópolis (AMIP), uma cooperativa formada pelos donos das empresas de pedras da região.
O Presidente da Associação é João Figueiredo Filho. Responsável pela coordenação das atividades na pedreira, ele afirma que os produtos da extração são comercializados dentro e fora do Brasil, sendo um dos maiores recursos econômicos da a região.
O presidente explica como é feito o processo de extração “Primeiro retira-se a pedra, em seguida são detonadas com dinamite para retirar pedaços ruins, depois e feito o corte em blocos e cubos e enfim a comercialização”, conta João Figueiredo.
Por lei, os profissionais que trabalham na extração de pedras são obrigados a utilizar os equipamentos de proteção pessoal nas dependências da pedreira; capacete, óculos, luvas e botas, tudo personalizado para a prática. Mas nem todos trabalhadores seguem As orientações. É comum ver alguns profissionais sem equipamentos de proteção trabalhando normalmente e colocando em risco a sua vida.
Este tipo de atividade comercial é referência para os moradores da cidade. Geralmente é passado de pai para filho, de geração para geração. Uma boa parte da população trabalha na pedreira. Como é o caso do morador da cidade, Jose Maria. Trabalhador da Pedreira há 21 anos, ele fala explica como foi sua vida no local “Trabalho na pedreira desde os 10 anos, vinha junto com meu pai e aprendi a profissão. Quase a metade dos homens da cidade trabalha aqui, é uma profissão herdada de nossos pais”, conta o trabalhador.
A Pedreira é um terreno nas serras, a céu aberto, propício para mineração e de onde as rochas ou minerais são extraídos. Geralmente é menos profunda do que outros tipos de minas abertas. O quartzito é aproveitado em vários lugares, em calçadas e passeios públicos na forma de placas espessas, também denominadas lajotas ou laje, calçamento das praças públicas, e além desses usos públicos, as pedras são usadas nas construções particulares revestindo pisos e paredes internas e externas, pátios, bordas de piscinas, churrasqueiras e etc.
História
A história de Pirenópolis tem tudo a ver com o período colonial. A cidade foi fundada como um pequeno arraial em 1727 por garimpeiros comandados pelo bandeirante Anhanguera a procura de novas jazidas de ouro para serem exploradas. Seu nome ainda era Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte. Em apenas setenta anos de exploração os garimpeiros extraíram todo o ouro e foram embora, deixando a cidade economicamente devastada .
Em 1890 seu nome oficial passou a ser Pirenópolis em homenagem a serra dos Pirineus que cerca a cidade. Por muito tempo, a cidade ficou abandonada, praticamente em ruínas, mas com um importante diferencial, as fortes raízes que permaneciam vivas na região mantiveram as tradições, as adversidades, as riquezas naturais, as atividades culturais e as festas populares.
A extração de minérios não parou, mesmo sem o ouro e com tantas dificuldades de comércio, a extração de pedras das serras passou a ser uma fonte de renda milagrosa da região. A construção de cidades, como Goiânia, Anápolis e posteriormente a capital federal Brasília, foi muito importante para o desenvolvimento de Pirenópolis.
Devido à intensificação do processo de exploração do quartzito-micáceo e pedra-sabão, foram construídas rodovias que melhoraram o acesso a cidade e favoreceram o comércio possibilitando a chegada de visitantes de vários lugares, principalmente compradores de pedras.
Algumas Curiosidades:
Exemplos: O giz é feito de calcário, a pasta de dente é composta de Quartzo moído, o imã é formado de pedra magnética, o cimento é feito de calcário, o ferro é formado de hematita e o vidro é formado por Quartzo e feldspato.
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