Pirenópolis

Pirenópolis
Um pedaço da história de Goiás

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A cidade que encanta os casais

          
           Uma cidade histórica no interior de Goiás que tem a bela imagem da igreja de Nossa Senhora do Rosário como a proteção da cidade. Assim é Pirenópolis, a 118 quilômetros de Goiânia que, além de paisagens naturais, tem ainda romantismo e ruas de pedras que encantam os novos casados. Comida caseira, pousadas de monjolo, caminhadas ecológicas, tudo para quem se casou a pouco tempo. Onde se passa, nota-se o clima de romance, que é registrado em fotos para guardar para posteridade.
            Quem pensa que a cidade apaga suas luzes cedo está completamente errado. É de noite que Pirenópolis se acende. O ponto de encontro é uma rua sem carros, sem motos e só com o barulho de pessoas e centenas de bares espalhados sobre a antiga Rua de Pedra. Casais fazem fila para garantir um lugar em um barzinho, escutar um samba e degustando um bom vinho.
A visitante e recém casada Leandra Cavalcante saiu de Campos Limpos, Minas Gerais, para passar a lua de mel. Ela conta que adorou o passeio e o que mais a encantou foi o belo artesanato de Pirenópolis. Prova disso é que seu marido, Roberto, comprou algumas peças para presenteá-la.
            Um lugar simples que atraí a cidade histórica ganha cada vez mais fãs e deixa o trânsito complicado para os visitantes. É mais fácil chegar, estacionar o carro e preparar para a caminhada, do que andar de carro. O bom é que, para os casais, a caminhada é a melhor opção, é a chance de passar um tempo a dois, aproveitando os carinhos dos abraços e as palavras derretidas.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Um lugar de esportes radicais


Quem visita a cidade de Pirenópolis tem que ter muita coragem e espírito de aventura. Além da culinária e das cachoeiras, aventura também não falta. Ela é cheia de opções para a prática de esportes radicais.
Os moradores e turistas da cidade descem cachoeiras, sobem montanhas, andam a cavalo e podem ver a floresta local do alto. Durante os meses de dezembro a março é feita operação no rio Corumbá.
Os visitantes amantes de esporte radical descem as correntezas do rio num bote. São cerca de 12 quilômetros de corredeiras abaixo que duram mais de 3 horas. Lorena Oliveira é amante de esportes radicais e adora Pirenópolis. Infelizmente, segundo ela, não teve oportunidade de conhecer as cachoeiras. Mas visitou os bares da cidade e conheceu algumas pousadas.
Andar a cavalo é uma pratica muito comum. O animal faz parte do cotidiano da cidade. “A vantagem de fazer turismo a cavalo é que se pode ir a locais onde não se pode a pé,” destaca o site de turismo da cidade, o pirenopolis. tur.br.
Outro esporte procurado pelos turistas é o rapel. E em Pirenópolis, pode ser fazer rapel tanto em cachoeira, paredões ou em grandes árvores. Ligiane Delamonica gostou da experiência. “Foi muito bom. Mas confesso que tive um pouco de medo. Eu não gosto muito de altura,” confessa a estudante que também, apesar do medo de altura, já voou de parapente.

Uma viagem a Pirenópolis

 Um grupo de turista caminha a procura das cachoeiras em Pirenópolis. Chegar até elas não é uma tarefa das mais fácies. Pedras, trilhas, lama e pequenas pontes estreitas fazem parte do percurso. Um cabo de aço guia os aventureiros até os principais pontos das quedas d’água. São turistas de várias idades que procuram por diversão e lazer na cidade. São famílias inteiras vindas de lugares como Brasília, Fortaleza e países como Inglaterra e Estados Unidos. Nas Ruas da velha cidade, que possui nos seus casarões histórias de um país colônia, meninos com sotaque estrangeiros. 
          As câmeras fotográficas e as filmadoras são artigos que não faltam numa viagem á Pirenópolis. A figura das negras com a mão no queixo chama a atenção. Elas estão nas portas das lojas da cidade. Tem de todos os tamanhos. A moradora, Ana Maria, conta que elas representam as namoradeiras. “No início, existia aquelas moças que ficam esperando o namorado na janela. Elas esperavam eles passarem”, conta.
E as estatuas de um homem com a máscara de animal? Também está por toda parte. A maior delas é um sentado no banco de pernas encruzadas. Todos que passam por ela, param e fazem uma foto. “Esses sãos os escravos que iam ás festas de branco disfarçados. Eles colocavam as máscaras para não serem identificados”, conta Ana Maria.
            A noite, as ruas são tomadas por cadeiras. Centenas de turistas tomam conta delas e fazem uma festa só. Beatriz Muniz foi para Pirenópolis pela segunda vez. Mas foi a primeira sem os pais. Ela estava com uma amiga. “Já estou sem meus pais, vou aproveitar. Hoje a noite vai ser uma criança”, declarou. Um grupo de turistas vindo de Anápolis estava debruçado sobre a calçada. Eles afirmaram que só queriam diversão. “E muita bebida também,” afirmaram em coro.
            Outra turista, Adriana Camila, amou a viagem. Ela foi de Fortaleza para Pirenópolis. Estava com uma amiga. As duas sentadas juntas em uma mesa de madeira conversavam e davam leves e discretas risadas. Risos que mostravam a satisfação em estarem numa cidade tão animadora. 

História e tradição se unem para a maior festa de Pirenópolis


As cavalhadas de Pirenópolis são consideradas uma das manifestações popular mais expressiva do Brasil. Os preparativos para o longo ritual de três dias seguidos a festa mais famosa do estado tem inicio uma quinzena antes quando começa á Festa do Divino.
Neste período, os cavaleiros se reúnem num campo para ensaiar corridas a serem executadas nos três na festa. Durante as cavalhadas a banda de couro, formada por um saxofonista e vários meninos que tocam rústicos tambores de couro.
As emoções das cavalhadas são de três dias de festas tem inicio do domingo e se encerra na terça-feira. É uma apresentação dramática, um teatro ao ar livre que encena uma batalha medieval. As cavalhadas sempre foram corridas ao som ao vivo de uma banda de musica. As peças musicais apresentadas foram compostas especialmente para a ocasião e são
Galope: Dos Mouros e dos Cristão
Quadrilha: Violeta, flor da noite, três Sossegado, Noiva encantada
Valsa: Do Batismo
Golpe Final: A Cavalhada acabou
Com a presença de vários turistas da cidade de Pirenópolis cerca de 50 mil pessoas sempre comparece para ver uma das maiores festas do estado de Goiás. Fernando turista fala sobre a festa “é uma festa animada e muito colorida e uma aula de História vale apena participar” disse.

Uma cidade com tempero diferente



Pirenópolis tem a Gastronomia bastante variada. Por se tratar de uma cidade turística, tem representantes da culinária local, regional e internacional. Considerada o berço da cultura goiana, em virtude de ter sido uma das primeiras cidades criadas no Estado, possui pratos típicos como a pamonha, o empadão, a guariroba, a paçoca de pilão, as quitandas e os doces.
Há quem atribua a criação do Arroz com Pequi, ícone da culinária goiana e consumido fartamente durante a safra do pequi pela população local, á cidade de Pirenópolis. “O arroz com pequi tem sabor diferente todos os turistas quando como fica apaixonado pelo sabor da comida goiana” disse dona Cristina.
Dentro da gastronomia regional brasileira, encontramos em Pirenópolis representantes da mineira, baiana, carioca, nordestina etc. E na gastronomia internacional, temos a francesa, a italiana, a árabe, a portuguesa etc. São por estes motivos que a cidade tornou-se um destino turístico gastronômico, cujo ponto forte é o Festival Gastronômico e Cultural, realizado todos os anos durante o mês de junho.
Nas festividades folclóricas, como a Festa do Divino, o Reinado e o Juizado, são preparadas refeições para uma grande multidão e quitandas típicas, distribuídas gratuitamente entre os participantes da festa, como as verônicas de alfenim, doces feitos de açúcar em formas de medalhão com a imagem da pomba do Divino Espírito Santo oferecidas às virgens por ocasião da Procissão do Divino
Nos ranchos dos pousos-folia, são destaque as refeições fartas compostas de arroz, feijão, carne, mandioca e salada distribuídas aos foliões; as farofas, refeições matinais, compostas de paçoca de pilão, servem para alimentar os cavaleiros nos ensaios da cavalhadas; as quitandas e doces típicos distribuídos aos participantes dos reinados e juizados e, nos cafés da manhã, na casa do Imperador do Divino complementam a lista de delícias feitas na cidade.
 A Gastronomia é um trabalho técnico e científico que abrange a culinária, as bebidas, os materiais usados na alimentação e, em geral, todos os aspectos culturais a ela associados. Sua arte se fundamenta em tudo que se refere ao homem, na medida em que ele se alimenta. Busca equilíbrio nos sabores e se preocupa com a qualidade invés da quantidade. Atua muito mais que apenas na forma como os alimentos são preparados, por exemplo, no vestuário, na música ou dança que acompanham as refeições. Esta ciência não deve ser confundida com a nutrição, que estuda os alimentos do ponto de vista da saúde e da medicina, uma vez que a gastronomia é estritamente relacionada ao aspecto comercial, no que diz respeito a preparação de comida em restaurantes) e cultural. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O que os turistas encontram em Pirenópolis


Quem visita Pirenópolis avista logo na entrada um posto de informações do Centro de Atendimento aos Turistas (CAT). No local, os visitantes podem se informar sobre as diversas opções turísticas da cidade, como, esportes, culinária, artes, cachoeiras, e muitas atrações culturais que acontecem o ano todo.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário é uma das principais atrações da cidade. Em 1998, um incêndio destruiu toda a estrutura da Igreja, que foi restaurada no ano seguinte com os mesmo padrões arquitetônicos. Após o incêndio, todas as instalações elétricas passaram a ser subterrâneas para evitar novos problemas.
 A culinária de Pirenópolis é bastante vasta e variada, e vai desde pratos típicos, como o arroz com pequi, a pamonha, o empadão, a guariroba, a paçoca de pilão, doces até pratos mais refinados da cozinha internacional.  O festival gastronômico e cultural, acontece todos os anos durante o mês de junho. A funcionária pública Adelina Soares, de Brasília, opina sobre a culinária da cidade “E uma delícia a comida goiana e Pirenópolis representa muito bem isso”.
Os esportes radicais atraem quem gosta de aventuras. Na região existe aproximadamente 50 locais destinados à prática de rapel, tirolesa, ciclismo rural,  rafting e boiá-cross. O praticante de rapel Flavio Nunes, de Brasília, fala sobre sua aventura “É um esporte muito bom de praticar aqui na cidade, os lugares são bonitos e adequados”.
A região possui ainda 70 cachoeiras que se destacam pela sua exuberância. As mais visitadas são as cachoeiras do Abáde, Santa Maria, Rosário e Bom Sucesso. A empresária Silvia Lobato, de Goiânia, ressalta a beleza natural da cidade “As cachoeiras são o maior motivo da minha visita a Pirenópolis, são lindas e proporcionam um ótimo descanso”.
            

Pedras de Piri





A extração de pedras é uma das principais fontes de comércio da região. A área onde acontece à extração pertence à Prefeitura Municipal e é coordenada pela Associação dos Mineradores de Pirenópolis (AMIP), uma cooperativa formada pelos donos das empresas de pedras da região.
O Presidente da Associação é João Figueiredo Filho. Responsável pela coordenação das atividades na pedreira, ele afirma que os produtos da extração são comercializados dentro e fora do Brasil, sendo um dos maiores recursos econômicos da a região.
O presidente explica como é feito o processo de extração “Primeiro retira-se a pedra, em seguida são detonadas com dinamite para retirar pedaços ruins, depois e feito o corte em blocos e cubos e enfim a comercialização”, conta João Figueiredo.
Por lei, os profissionais que trabalham na extração de pedras são obrigados a utilizar os equipamentos de proteção pessoal nas dependências da pedreira; capacete, óculos, luvas e botas, tudo personalizado para a prática. Mas nem todos trabalhadores seguem As orientações. É comum ver alguns profissionais sem equipamentos de proteção trabalhando normalmente e colocando em risco a sua vida.
Este tipo de atividade comercial é referência para os moradores da cidade. Geralmente é passado de pai para filho, de geração para geração. Uma boa parte da população trabalha na pedreira. Como é o caso do morador da cidade, Jose Maria. Trabalhador da Pedreira há 21 anos, ele fala explica como foi sua vida no local “Trabalho na pedreira desde os 10 anos, vinha junto com meu pai e aprendi a profissão. Quase a metade dos homens da cidade trabalha aqui, é uma profissão herdada de nossos pais”, conta o trabalhador.
A Pedreira é um terreno nas serras, a céu aberto, propício para mineração e de onde as rochas ou minerais são extraídos. Geralmente é menos profunda do que outros tipos de minas abertas. O quartzito é aproveitado em vários lugares, em calçadas e passeios públicos na forma de placas espessas, também denominadas lajotas ou laje, calçamento das praças públicas, e além desses usos públicos, as pedras são usadas nas construções particulares revestindo pisos e paredes internas e externas, pátios, bordas de piscinas, churrasqueiras e etc.

História
 A história de Pirenópolis tem tudo a ver com o período colonial. A cidade foi fundada como um pequeno arraial em 1727 por garimpeiros comandados pelo bandeirante Anhanguera a procura de novas jazidas de ouro para serem exploradas. Seu nome ainda era Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte. Em apenas setenta anos de exploração os garimpeiros extraíram todo o ouro e foram embora, deixando a cidade economicamente devastada .
 Em 1890 seu nome oficial passou a ser Pirenópolis em homenagem a serra dos Pirineus que cerca a cidade. Por muito tempo, a cidade ficou abandonada, praticamente em ruínas, mas com um importante diferencial, as fortes raízes que permaneciam vivas na região mantiveram as tradições, as adversidades, as riquezas naturais, as atividades culturais e as festas populares.
 A extração de minérios não parou, mesmo sem o ouro e com tantas dificuldades de comércio, a extração de pedras das serras passou a ser uma fonte de renda milagrosa da região. A construção de cidades, como Goiânia, Anápolis e posteriormente a capital federal Brasília, foi muito importante para o desenvolvimento de Pirenópolis.
Devido à intensificação do processo de exploração do quartzito-micáceo e pedra-sabão, foram construídas rodovias que melhoraram o acesso a cidade e favoreceram o comércio possibilitando a chegada de visitantes de vários lugares, principalmente compradores de pedras.


Algumas Curiosidades:
Exemplos: O giz é feito de calcário, a pasta de dente é composta de Quartzo moído, o imã é formado de pedra magnética, o cimento é feito de calcário, o ferro é formado de hematita e o vidro é formado por Quartzo e feldspato.

Artes que encantam os turistas

           
       Uma cidade rica em Minério de pedras bonitas e em criatividade com o barro,  Pirenópolis fica a 120 quilômetros de Goiânia capital do estado de Goiás e possui como uma das grandes formas de sustento para as famílias locais o artesanato com o barro e o polimento das pedras preciosas. São diversos os tipos de artesanato: pedras em forma de espelhos, em forma de animais, jóias, imagens de santas e santos construídas com barro, oficinas de cerâmica destinadas a arte popular, tendo imagens folclóricas populares em forma de desenho na cerâmica. Uma grande variedade de artesanato que deixa em muitos casos os turistas em dúvida em relação a qual peça levar. Já que a qualidade artesanal é ótima.
        A demanda de produção de peças é grande, atualmente hoje existem cerca de 100 ateliês que produzem jóias para o comércio e cerca de 300 artesãos que destinam suas vidas para a produção destas belas obras. São peças dos mais variados estilos, montadas com pedras brasileiras tais como: ametistas, topázios, turmalinas, esmeraldas, águas marinhas e outras de vários países. As turistas adoram a variedade de peças e estilos e acabam levando uma quantidade maior do que o calculado no orçamento.
       Outro estilo artesanal que é sempre procurado e é bem reconhecido na região, é o trabalho artesanal sobre tecidos, lindas peças como: tapetes, panos de prato, roupas de cama, cobertor, toalhas e toalhas de rosto. Uma variedade muito grande que deixam os clientes de boca aberta. Todo tecido que faz parte das peças citadas tem como principio lindos desenhos que representam a cidade tanto na sua parte cultural como na sua parte folclórica. O artesanato em Pirenópolis cresce e cada vez mais deixa marcado na lembrança dos visitantes as lindas paisagens da cidade Histórica que tem a igreja de Nossa Senhora como protetora.